Perimenopausa: sintomas, quando começa e como aliviar essa fase
Ciclo diferente, sono ruim, ondas de calor e oscilações de humor podem ser o início da transição para a menopausa — e não apenas estresse.
Ler artigoA maioria das queixas ginecológicas não começa no útero, começa nos hábitos, no estilo de vida e na forma como o corpo responde ao que é repetido todos os dias.
Medicina do Estilo de Vida aplicada à saúde da mulher, da primeira menstruação para além da menopausa.
Uma abordagem médica que integra ginecologia, estilo de vida e saúde metabólica para tratar a causa de sintomas como: queixas da menopausa, cólica menstrual, endometriose, síndrome dos ovários policísticos (SOP), baixa libido, TPM, candidíase e outros corrimentos, fadiga, fluxo menstrual intenso, mioma uterino, ciclos irregulares, baixa imunidade, ganho de peso, desequilíbrios hormonais, infecção urinária de repetição e dificuldade para engravidar.
Muito além da rotina ginecológica: consulta com avaliação integrativa completa, escuta qualificada e plano de cuidado personalizado já no primeiro encontro.


E isso explica por que tantos sintomas ginecológicos persistem mesmo após anos de exames normais, tratamentos pontuais ou abordagens focadas apenas no sintoma.
Cólica, TPM intensa, ciclos irregulares, queixas na menopausa, candidíase de repetição, infertilidade, alterações hormonais, fadiga, inflamação crônica e ganho de peso raramente são eventos isolados. Na maioria das vezes, são expressões de um organismo sobrecarregado por hábitos desorganizados, estresse crônico, sono inadequado, alimentação inflamatória e ritmos biológicos desrespeitados.
Saúde não se constrói em consultas isoladas, soluções rápidas ou protocolos genéricos. Ela é resultado de processos bem conduzidos ao longo do tempo.
A Dra. Samyra Coutrim é médica ginecologista, com residência em ginecologia e obstetrícia e certificação internacional em Medicina do Estilo de Vida pelo International Board of Lifestyle Medicine, sendo uma das pioneiras no Brasil a integrar essa abordagem de forma estruturada ao cuidado ginecológico.
Sua prática parte de um princípio claro: entender como o corpo da mulher está funcionando hoje para reorganizar o caminho que ele vem aprendendo a seguir.

A partir dessa análise profunda, é construída uma estratégia de cuidado personalizada, alinhada à sua realidade, ao seu momento de vida e aos seus objetivos. Um tratamento personalizado não apenas alivia seus sintomas e queixas, como também trata a causa que te fez adoecer, restaurando o equilíbrio hormonal e metabólico e criando condições reais para uma saúde sustentável agora e no futuro.
Mais do que tratar doenças, a consulta olha para sua saúde de forma completa, unindo ciência, escuta e hábitos que fazem diferença no dia a dia.
Ao fechar sua consulta com a Dra. Samyra, você tem
direito a dois encontros complementares:
Você será ouvida com acolhimento e escuta qualificada. A partir dessa conversa estratégica, é realizada uma avaliação detalhada dos 6 pilares da Medicina do Estilo de Vida:
• Alimentação
• Aptidão física
• Qualidade do Sono
• Saúde mental
• Relacionamentos e saúde emocional
• Exposição a toxinas e hábitos de risco
Ao final desse encontro, você recebe orientação e uma lista completa com todos os exames necessários para construção do seu plano de cuidado, para investigação das suas queixas e para realizar o check up completo da sua saúde .
Com os exames ginecológicos em mãos, avançamos para uma avaliação ainda mais completa, onde serão realizados:
• Avaliação física detalhada, incluindo exame ginecológico
• Bioimpedanciometria: análise da composição corporal (gordura, massa magra e água)
• Testes de aptidão física: força, mobilidade, autonomia e capacidade cardiorrespiratória
• Métricas de longevidade saudável: para prever suas chances de envelhecer com saúde
Ao final desse encontro, você já sai com um plano 100% personalizado, baseado na sua realidade, com metas reais para o seu momento atual.
O cuidado da Dra. Samyra é indicado para mulheres que desejam tratar a causa e não apenas conviver com sintomas como:
Endometriose, miomas e adenomiose
Sintomas e queixas do Climatério e Menopausa
Candidíase de repetição e infecções vaginais
Fadiga, indisposição, sono ruim e ansiedade
Cólicas intensas, TPM e acne
SOP (Síndrome dos Ovários Policísticos)
Ganho de peso, queda de cabelo e excesso de pelos
Ciclo menstrual irregular
Infertilidade e planejamento para gestação
Após sua consulta, se houver indicação, você poderá seguir com um dos nossos programas de acompanhamento personalizado, desenvolvidos para aprofundar os resultados do seu plano de cuidado. Ao optar por um programa após a consulta, você terá condições especiais de continuidade, com o valor investido na sua consulta inicial considerado na adesão ao programa, uma forma respeitosa de tornar seu processo mais acessível e completo.
Com mais de 13 anos de experiência na prática médica, a Dra. Samyra Coutrim é ginecologista com certificação internacional em Medicina do Estilo de Vida pelo International Board of Lifestyle Medicine, sendo uma das pioneiras no Brasil na aplicação dessa abordagem na saúde feminina.
Seu trabalho já impactou mais de milhares de mulheres, que transformaram sua saúde a partir da reorganização de hábitos, do equilíbrio hormonal e de estratégias baseadas em evidência científica – com foco na prevenção, longevidade saudável e autonomia sobre o próprio corpo.
A Dra. Samyra é TEDx Speaker, palestrante e educadora em saúde, levando a Medicina do Estilo de Vida para além do consultório, com uma comunicação clara, responsável e acessível, que conecta ciência, comportamento e transformação real.
É membro ativo de instituições nacionais e internacionais, como a Sociedade Brasileira de Medicina do Estilo de Vida (CBMEV) e o American College of Lifestyle Medicine (ACLM). Também atua como professora da pós-graduação em Longevidade da PUC-GO, participando da formação de médicos que desejam aplicar a Medicina do Estilo de Vida e a Longevidade Saudável de forma ética e estruturada em suas práticas. Seu propósito é oferecer um cuidado médico profundo, humano e verdadeiramente personalizado, ajudando mulheres a reorganizar sua saúde, prevenir doenças e construir qualidade de vida sustentável em todas as fases – do presente ao futuro.

Publicado em Google Mariana BarbedoTrustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Gostei bastante da minha consulta com Samyra, ela me ouviu, me atendeu de forma atenciosa e me ofereceu uma abordagem sensível e prática pra atingir meus objetivos. O consultório é um ambiente acolhedor e relaxante. Eu indico a experiência a outras mulheres.Publicado em Google Iva Beatriz de Oliveira SantiagoTrustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Melhor médica. Toda mulher deveria passar por ela!Publicado em Google Gisele de Queiroz CastroTrustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Dra Samyra foi o melhor achado do ano até agora. Ter uma profissional que te acolhe e orienta nas suas necessidades é fundamental e foi como fui recebida em seu consultório. Estou encantada com tudo e já iniciei com os cuidados já colhendo as melhores experiências. ✨🌷Publicado em Google Daiane LimaTrustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Expressar em palavras é até difícil. Estou certa de que estou sendo assistida por uma médica de excelência. Que mais mulheres, te conheçam!Publicado em Google marta mariaTrustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Perfeito demais!!! Toda mulher merece ter uma consulta com Samyra!!! Parabéns pelo olhar humano!! Sou muito feliz em poder dizer hje !!! EU ENCONTREI MINHA MÉDICA.Publicado em Google Jaci Freitas TeixeiraTrustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. A Dra. Samyra é uma médica completa que trata o ser humano como um todo. Seu olhar é para além do corpo e nos conduz ao objetivo que prepara o caminho para mudanças de bem estar e saúde.Publicado em Google Maíra PassosTrustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Atendimento cuidadoso e acolhedor. Traz confiança e autonomia à paciente. Visão ampla de saúde. Recomendo!Publicado em Google Marianna FróesTrustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. A consulta foi maravilhosa! Eu nunca tinha tido uma experiência médica tão completa e humana. Conseguimos abordar e intervir em cada âmbito da minha vida e apenas isso já me fez muito bem! Pretendo continuar me proporcionando esse cuidado pelo resto da vida. 💖Publicado em Google Cibele Vieira CostaTrustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. A minha experiência foi excelente! A consulta superou minhas expectativas. Atendimento completo porque não tem foco no aparelho reprodutor e sim na pessoa, de um modo geral e observando as necessidades que estão interligadas. Sem falar no cuidado, no atendimento humanizado, o ambiente também é muito acolhedor, bonito. Eu estou muito satisfeita e contente em me tornar paciente dela.Publicado em Google Larissa CorreiaTrustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. A minha experiência com a Dra Samyra foi maravilhosa, como sempre!Supera minhas expectativas!!!É a segunda vez que me consulto com ela e me sinto tão acolhida, confortável e segura com a forma em que ela passa as informações e como conduz de forma leve!Na consulta, sinto que estou com uma amiga com conversas ricas e profundas!E penso o quão sou grata ao universo em ter encontrado uma excelente profissional, com tanto conhecimento e tanta generosidade e sabedoria em repassar para a suas pacientes de forma tão humana e sensível!Fui em busca de entender os desconfortos no período menstrual (como crises de enxaqueca, coagulos e cólicas) que tinha no período menstrual e através dos exames que ela me passou descobri que tenho endometriose. A a partir daí mudei meu estilo de vida e passei a ter muito mais qualidade em viver!Hoje a endometriose bem como os desconfortos estão controlados!
Não. O atendimento da Dra. Samyra é realizado de forma particular. Isso permite oferecer consultas mais longas, escuta qualificada, avaliação aprofundada e a construção de um plano de cuidado verdadeiramente personalizado – algo que não é possível dentro do modelo de atendimentos por convênios. Alguns planos de saúde oferecem reembolso para consultas particulares. Nesses casos, a equipe orienta sobre a documentação necessária.
O acompanhamento acontece em dois encontros exclusivos e complementares, com duração média de 1 hora cada.O primeiro encontro é 100% online, com escuta detalhada, análise da história clínica e solicitação de exames, quando necessário. O segundo encontro pode ser online ou presencial, conforme sua preferência e possibilidade. Já no segundo encontro, você recebe um plano completo de cuidado, com orientações claras e práticas para iniciar sua mudança com segurança.
Não necessariamente. Seus exames anteriores são avaliados no primeiro encontro. Novos exames só são solicitados quando realmente essenciais para um diagnóstico mais preciso ou para direcionar o cuidado.
A consulta já inclui um plano terapêutico estruturado, com direcionamentos práticos para mudanças no estilo de vida, suplementação e/ou medicações, quando indicadas. Você também recebe orientação sobre o melhor momento para a próxima consulta, de acordo com seus objetivos e necessidades clínicas
Em situações que exigem reavaliações regulares e um cuidado mais próximo, posso indicar um dos meus programas de acompanhamento. Nesses casos, o valor investido na consulta inicial é integralmente revertido como parte do plano escolhido. Isso não funciona como um simples desconto, mas como um sinal do meu compromisso com o seu cuidado – e do seu comprometimento com o seu processo.
Você recebe todo o plano de forma organizada, clara e acessível, em formato digital ou impresso. Aqui, você não sai apenas com orientações. Você sai com direção, estrutura e acompanhamento, respeitando seu tempo e seu ritmo.
Sim. A Dra atende adolescentes, sempre com uma abordagem cuidadosa, ética e adequada a cada
fase do desenvolvimento. As consultas são voltadas à educação em saúde, orientação sobre ciclo
menstrual, hábitos de vida, saúde hormonal e prevenção, respeitando a maturidade, as necessidades
e o contexto familiar de cada paciente. Quando indicado, a presença ou o acompanhamento dos
responsáveis é orientado, seguindo as boas práticas médicas.
Sim. A Dra. Samyra realiza atendimentos online para mulheres que residem fora do Brasil. As consultas seguem o mesmo modelo aprofundado, com escuta qualificada, análise detalhada da história clínica, avaliação de exames e construção de um plano de cuidado personalizado, respeitando as particularidades de cada fase da vida. Quando necessário, orientações e prescrições são feitas de acordo com as normas vigentes no Brasil e com foco em estratégias de estilo de vida, suplementação e organização da saúde de forma segura que possa ser adaptada ao país no qual a paciente reside
Sim, a Dra.Samyra faz atendimento domiciliar, para mais informações sobre essa modalidade entrar em contato com a nossa secretária.
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Ciclo diferente, sono ruim, ondas de calor e oscilações de humor podem ser o início da transição para a menopausa — e não apenas estresse.
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Ler artigoMenopausa ·
Você tem percebido que seu ciclo menstrual ficou diferente, seu sono já não é o mesmo ou que, de repente, sente ondas de calor, alterações de humor ou dificuldade de concentração? Muitas mulheres associam essas mudanças ao estresse, ao excesso de trabalho ou simplesmente ao envelhecimento. No entanto, elas podem representar o início de uma fase natural da vida reprodutiva feminina: a perimenopausa.
Embora seja uma etapa fisiológica, a perimenopausa ainda é cercada por dúvidas e, muitas vezes, passa despercebida. Não é raro que mulheres convivam durante anos com sintomas que afetam sua qualidade de vida sem perceber que essas alterações têm relação com a transição para a menopausa.
A boa notícia é que compreender o que está acontecendo com o seu corpo é o primeiro passo para atravessar essa fase com mais tranquilidade. Hoje sabemos que mudanças no estilo de vida, tratamentos individualizados e, quando indicados, terapias específicas podem reduzir significativamente os sintomas e preservar a saúde a longo prazo.
Neste artigo, você entenderá o que é a perimenopausa, quando ela costuma começar, quais são seus principais sintomas, como é feito o diagnóstico e quais estratégias realmente funcionam para cuidar da saúde nessa fase.
A perimenopausa é o período de transição entre a fase reprodutiva e a menopausa. Durante esse processo, os ovários começam a perder gradualmente sua função, tornando a ovulação menos previsível e provocando oscilações importantes na produção dos hormônios sexuais, principalmente estrogênio e progesterona.
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a perimenopausa não começa quando a menstruação para. Na verdade, ela pode se iniciar vários anos antes da última menstruação, enquanto a mulher ainda apresenta ciclos menstruais.
A menopausa, por sua vez, é definida retrospectivamente: considera-se que a mulher entrou na menopausa após completar 12 meses consecutivos sem menstruar, desde que não exista outra causa para essa ausência.
Compreender essa diferença é importante porque a maior parte dos sintomas costuma surgir justamente durante a perimenopausa, quando os hormônios passam por intensas oscilações.
Durante a vida reprodutiva, os ovários funcionam de maneira relativamente previsível. A cada ciclo menstrual ocorre uma sequência organizada de eventos hormonais que culmina na ovulação e na produção de estrogênio e progesterona.
Na perimenopausa, essa organização começa a mudar. Em alguns ciclos ocorre ovulação normalmente; em outros, ela simplesmente não acontece. Como consequência, a produção hormonal deixa de seguir um padrão estável.
É justamente essa instabilidade — e não apenas uma redução progressiva dos hormônios — que explica por que muitas mulheres relatam sentir-se muito bem em determinado mês e completamente diferentes no seguinte.
Os níveis de estrogênio podem permanecer elevados em alguns ciclos e diminuir significativamente em outros. Já a progesterona tende a reduzir mais precocemente, uma vez que sua produção depende da ovulação. Essa combinação de oscilações hormonais está relacionada a sintomas como alterações menstruais, ondas de calor, insônia, mudanças de humor, redução da libido e dificuldade de concentração.
Por esse motivo, um único exame hormonal raramente consegue confirmar ou excluir a perimenopausa. O diagnóstico é, na maioria das vezes, clínico e considera principalmente a idade, as mudanças no padrão menstrual e os sintomas apresentados pela paciente.
Na prática clínica, é comum encontrar mulheres que já apresentam sintomas bastante característicos, mas recebem resultados laboratoriais considerados “normais”. Isso não significa que seus sintomas não sejam reais; apenas reflete a natureza dinâmica dessa fase da vida.
Uma das maiores dúvidas de quem entra nessa fase é entender por que algumas mulheres praticamente não apresentam sintomas, enquanto outras enfrentam mudanças intensas na rotina. A resposta está na interação de diversos fatores.
A genética influencia a idade em que a menopausa ocorrerá e a intensidade dos sintomas. Além disso, aspectos relacionados ao estilo de vida — como qualidade do sono, alimentação, prática regular de atividade física, tabagismo, consumo de álcool, saúde metabólica e níveis de estresse — também desempenham papel importante.
Existem ainda fatores emocionais, condições clínicas pré-existentes e diferenças individuais na sensibilidade às oscilações hormonais. Isso significa que não existe uma experiência “normal” única para todas as mulheres.
Enquanto algumas percebem apenas pequenas alterações no ciclo menstrual, outras podem experimentar sintomas vasomotores, alterações cognitivas, mudanças de humor ou impacto significativo na qualidade do sono.
Por isso, comparar sua experiência com a de amigas, irmãs ou colegas costuma gerar mais ansiedade do que esclarecimento. Cada organismo responde de forma particular à transição hormonal. Mais importante do que comparar sua trajetória com a de outras mulheres é reconhecer as mudanças do seu próprio corpo e buscar orientação quando esses sintomas começarem a interferir na sua qualidade de vida.
Durante muito tempo, a saúde da mulher foi abordada quase exclusivamente sob a perspectiva da fertilidade. Hoje sabemos que a perimenopausa representa muito mais do que o encerramento da vida reprodutiva.
Essa fase marca uma importante transição biológica, na qual ocorrem mudanças que podem influenciar a saúde cardiovascular, a composição corporal, a massa muscular, a saúde óssea, o metabolismo, o cérebro e o bem-estar emocional.
Por isso, enxergar a perimenopausa apenas como um período de “ondas de calor” é uma visão limitada. Quando compreendida precocemente, essa etapa se torna uma oportunidade para investir em hábitos que promovam longevidade saudável, preservar a autonomia ao longo dos anos e reduzir o risco de diversas doenças crônicas.
Mais do que controlar sintomas, o objetivo do cuidado nessa fase é construir saúde para as próximas décadas.
A perimenopausa é uma etapa natural da vida, mas isso não significa que você precise conviver com sintomas que comprometem seu bem-estar, seu desempenho no trabalho, seus relacionamentos ou sua qualidade de vida.
Quanto mais cedo essa transição é compreendida, maiores são as oportunidades de preservar a saúde hormonal, metabólica, óssea e cardiovascular, além de construir hábitos que favoreçam uma longevidade com mais autonomia e vitalidade.
Foi pensando nisso que desenvolvi o Programa AQUECIMENTO, um acompanhamento integrativo de 3 meses, criado especialmente para mulheres a partir dos 40 anos que desejam se preparar para a menopausa de forma preventiva, baseada em evidências e com um olhar individualizado.
Durante o programa, você contará com acompanhamento médico direto comigo, suporte nutricional especializado e orientação prática para implementar mudanças sustentáveis na alimentação, na atividade física, no sono, no manejo do estresse e em outros pilares da Medicina do Estilo de Vida.
Se você deseja transformar a maneira como atravessa a perimenopausa e investir na sua longevidade feminina, será um prazer caminhar ao seu lado nessa jornada.
Falar comigo no WhatsAppEndometriose ·
A cólica menstrual sempre foi intensa para você? A dor faz com que seja difícil trabalhar, estudar ou realizar atividades simples do dia a dia? Ou talvez você tenha passado anos ouvindo que “cólica é normal”, mesmo quando sentia que havia algo diferente acontecendo com o seu corpo.
Infelizmente, essa é a realidade de muitas mulheres com endometriose. Apesar de ser uma das doenças ginecológicas mais frequentes, seu diagnóstico ainda costuma demorar anos, prolongando o sofrimento e impactando a qualidade de vida, os relacionamentos, a saúde mental e, em alguns casos, a fertilidade.
A boa notícia é que esse cenário vem mudando. Hoje sabemos muito mais sobre a endometriose do que há algumas décadas, e os avanços no diagnóstico e no tratamento permitem um cuidado cada vez mais individualizado. Mais do que controlar a dor, o objetivo é devolver qualidade de vida, preservar a função reprodutiva quando desejado e promover saúde a longo prazo.
Neste artigo, você entenderá o que é a endometriose, quais são seus principais sintomas, como o diagnóstico é realizado, quais tratamentos estão disponíveis e como hábitos de vida saudáveis podem contribuir para o controle da doença.
A endometriose é uma doença inflamatória crônica na qual um tecido semelhante ao endométrio — camada que reveste o interior do útero — cresce fora da cavidade uterina.
Esses implantes podem estar presentes nos ovários, nas tubas uterinas, no peritônio (membrana que reveste a cavidade abdominal), nos ligamentos que sustentam o útero, no intestino, na bexiga e, mais raramente, em outras regiões do organismo.
Embora esteja localizado fora do útero, esse tecido continua respondendo às oscilações hormonais do ciclo menstrual. Como consequência, pode provocar inflamação, sangramento local, formação de aderências, fibrose e dor.
É importante destacar que a intensidade da dor nem sempre corresponde à extensão da doença. Algumas mulheres apresentam lesões pequenas e sintomas intensos, enquanto outras descobrem a endometriose apenas durante uma investigação para dificuldade de engravidar.
Essa variabilidade reforça a importância de uma avaliação individualizada.
Sim. A endometriose afeta cerca de uma em cada dez mulheres em idade reprodutiva, tornando-se uma das doenças ginecológicas crônicas mais frequentes no mundo.
Apesar dessa alta prevalência, muitas pacientes convivem com os sintomas durante anos antes de receberem o diagnóstico. Isso acontece porque, durante muito tempo, a dor menstrual intensa foi considerada algo “normal”, levando muitas mulheres a adiar a busca por ajuda ou a terem seus sintomas minimizados.
Na prática clínica, é comum atender mulheres que passaram por diversos profissionais antes de compreender a origem da dor. Esse atraso no diagnóstico pode aumentar o impacto da doença sobre a qualidade de vida e reforça a importância de reconhecer seus sinais precocemente.
A ciência ainda não identificou uma única causa para a endometriose. Atualmente, entende-se que ela é uma doença multifatorial, resultado da interação entre fatores genéticos, hormonais, imunológicos, inflamatórios e ambientais.
A teoria mais conhecida é a da menstruação retrógrada, em que parte do fluxo menstrual retorna pelas tubas uterinas em direção à cavidade abdominal. No entanto, essa explicação, isoladamente, não justifica todos os casos, já que a menstruação retrógrada ocorre em muitas mulheres que nunca desenvolvem a doença.
Hoje sabemos que alterações na resposta do sistema imunológico, predisposição genética e um ambiente inflamatório favorecem a implantação e o crescimento dessas células fora do útero.
A endometriose, portanto, não deve ser entendida apenas como uma doença localizada na pelve. Ela envolve mecanismos complexos que podem influenciar diferentes aspectos da saúde física e emocional.
Um dos maiores desafios relacionados à endometriose é que seus sintomas podem ser muito diferentes entre uma mulher e outra.
Algumas apresentam dor intensa desde a adolescência. Outras desenvolvem sintomas apenas na vida adulta. Há ainda mulheres que praticamente não sentem dor e descobrem a doença durante a investigação da infertilidade. Essa diversidade faz com que o diagnóstico nem sempre seja imediato.
Mais do que avaliar um sintoma isolado, é fundamental compreender a história clínica como um todo. O padrão da dor, sua relação com o ciclo menstrual, alterações intestinais ou urinárias, impacto na vida sexual e repercussões emocionais são peças importantes desse quebra-cabeça.
Conviver com a endometriose não significa aceitar a dor como parte da sua rotina. Embora seja uma condição crônica, hoje sabemos que uma abordagem individualizada e baseada em evidências pode reduzir sintomas, melhorar a qualidade de vida e ajudar você a recuperar sua autonomia.
Mais do que tratar a doença, o cuidado precisa olhar para a mulher como um todo. Alimentação, atividade física, qualidade do sono, manejo do estresse, saúde intestinal, equilíbrio metabólico e tratamento médico adequado fazem parte de uma estratégia integrada.
Foi com essa visão que desenvolvi o Programa Raiz. Ao longo de 90 dias, caminhamos juntas para construir mudanças sustentáveis no estilo de vida, associadas ao tratamento médico e nutricional individualizado.
Você não precisa apenas aprender a conviver com a dor. Você pode aprender a viver com mais saúde, autonomia e qualidade de vida.
Falar comigo no WhatsAppHormônios ·
Você fez um exame de sangue e descobriu que sua testosterona está baixa? Ou talvez esteja enfrentando sintomas como cansaço persistente, redução da libido, perda de força muscular ou falta de disposição, e começou a se perguntar se esse hormônio pode estar envolvido.
Nos últimos anos, a testosterona ganhou enorme destaque nas redes sociais. Ao mesmo tempo em que algumas pessoas a apresentam como a solução para praticamente todos os problemas relacionados ao envelhecimento feminino, outras acreditam que ela seja um hormônio importante apenas para os homens. Nenhuma dessas ideias está correta.
Embora seja produzida em quantidades muito menores do que nos homens, a testosterona desempenha um papel essencial na saúde da mulher. Ela participa da manutenção da massa muscular, da saúde óssea, da função sexual, da disposição física, do metabolismo e até do bem-estar emocional.
Ao mesmo tempo, nem toda mulher com testosterona “baixa” nos exames apresenta deficiência hormonal, e nem todo sintoma é consequência desse hormônio. Na prática clínica, interpretar um exame isoladamente pode levar a diagnósticos equivocados e tratamentos desnecessários.
Neste artigo, você entenderá qual é a função da testosterona no organismo feminino, quando sua redução merece investigação, quais fatores podem influenciar seus níveis e, principalmente, quais estratégias baseadas em evidências ajudam a preservar a saúde hormonal de forma natural.
Boletim informativo
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Quero receber os conteúdosQuando ouvimos falar em testosterona, é comum imaginarmos um hormônio exclusivamente masculino. No entanto, toda mulher saudável também produz testosterona ao longo da vida.
Ela é sintetizada principalmente pelos ovários e pelas glândulas suprarrenais, além de ser formada pela conversão de outros hormônios precursores nos tecidos periféricos. Embora sua concentração seja muito menor do que nos homens, sua importância fisiológica é proporcionalmente enorme.
Os receptores para testosterona estão distribuídos em diversos órgãos do corpo, incluindo músculos, ossos, cérebro, pele, tecido adiposo e órgãos genitais. Isso explica por que alterações em sua disponibilidade podem repercutir em diferentes aspectos da saúde. Entre suas principais funções estão:
É importante compreender que a testosterona nunca atua isoladamente. Ela faz parte de uma complexa rede hormonal que envolve estrogênio, progesterona, cortisol, hormônios tireoidianos, insulina e diversos outros mediadores. Por isso, avaliar apenas esse hormônio raramente é suficiente para explicar todos os sintomas de uma mulher.
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a testosterona não desaparece de forma abrupta na menopausa. Sua produção começa a diminuir gradualmente a partir da terceira década de vida, como parte do processo natural de envelhecimento. Além dessa redução relacionada à idade, fatores como menopausa, retirada cirúrgica dos ovários, algumas doenças crônicas e determinados medicamentos podem contribuir para uma menor disponibilidade desse hormônio.
No entanto, um aspecto frequentemente ignorado é que a quantidade produzida nem sempre corresponde à quantidade efetivamente disponível para agir no organismo. Grande parte da testosterona circula ligada à Globulina Ligadora de Hormônios Sexuais (SHBG), proteína produzida pelo fígado. Apenas uma pequena fração permanece livre ou biodisponível para exercer seus efeitos nos tecidos.
Isso significa que duas mulheres podem apresentar valores semelhantes de testosterona total, mas disponibilidades hormonais completamente diferentes. Essa é uma das razões pelas quais interpretar um exame hormonal exige conhecimento do contexto clínico e não apenas dos valores de referência do laboratório.
Como a testosterona participa de diferentes funções do organismo, uma redução em sua disponibilidade pode estar associada a sintomas variados. Entretanto, nenhum deles é exclusivo desse hormônio. Entre os mais frequentemente relatados estão:
Algumas mulheres também relatam maior dificuldade para manter a composição corporal, aumento da gordura abdominal ou redução da disposição para atividades que antes realizavam com facilidade.
É importante destacar que esses sintomas também podem ocorrer em diversas outras situações, como privação de sono, estresse crônico, hipotireoidismo, deficiência de ferro, depressão, ansiedade, resistência à insulina, menopausa e uso de determinados medicamentos. Por isso, o diagnóstico nunca deve ser baseado apenas nos sintomas ou apenas no exame laboratorial. Ele depende da integração entre história clínica, avaliação física e interpretação criteriosa dos exames.
Quando existe suspeita de deficiência androgênica, é natural pensar que basta solicitar um exame de testosterona. Na prática, porém, a interpretação é muito mais complexa. Ao contrário de muitos hormônios, a testosterona circula em concentrações muito baixas nas mulheres, e grande parte dela está ligada a proteínas no sangue. Por isso, a avaliação hormonal deve sempre ser individualizada e interpretada em conjunto com a história clínica. Os exames mais utilizados incluem:
Testosterona total. Representa toda a testosterona circulante, tanto a fração livre quanto a ligada às proteínas. Embora seja um bom ponto de partida, seus valores isolados nem sempre refletem a disponibilidade hormonal para os tecidos.
Testosterona livre. Corresponde à pequena parcela que permanece biologicamente ativa e disponível para atuar nas células. Em algumas situações, pode fornecer informações mais relevantes do que a testosterona total.
SHBG (Globulina Ligadora de Hormônios Sexuais). Funciona como um “transportador” da testosterona e do estradiol. Quando seus níveis estão elevados, uma quantidade maior de testosterona permanece ligada e indisponível para os tecidos; níveis baixos aumentam a fração livre. Diversos fatores a influenciam, incluindo resistência à insulina, obesidade, doenças hepáticas, hipertireoidismo, uso de anticoncepcionais e terapia hormonal.
DHEA-S (Sulfato de deidroepiandrosterona). Hormônio produzido principalmente pelas glândulas suprarrenais e precursor da testosterona e dos estrogênios. Sua dosagem pode ser útil em situações específicas, mas não deve ser interpretada isoladamente nem utilizada como justificativa automática para suplementação.
Mais importante do que qualquer exame é lembrar que tratamos mulheres, e não números de laboratório. Um resultado discretamente abaixo do valor de referência nem sempre significa deficiência hormonal, da mesma forma que exames normais não excluem outras causas para os sintomas.
Na maioria das vezes, não. Essa talvez seja uma das maiores fontes de confusão atualmente. Os exames laboratoriais são ferramentas importantes, mas representam apenas uma parte da avaliação clínica. Mulheres com níveis semelhantes de testosterona podem apresentar sintomas completamente diferentes, enquanto outras com valores considerados baixos permanecem assintomáticas.
Além disso, ainda não existe um valor universal capaz de definir deficiência androgênica feminina para todas as mulheres. Por esse motivo, as principais sociedades científicas recomendam que a decisão sobre investigar ou tratar seja baseada no conjunto de informações clínicas, e não em um número isolado do exame.
Em medicina, tratamos pessoas — não exames. Essa abordagem evita tanto o subtratamento de mulheres que realmente precisam de ajuda quanto o uso desnecessário de terapias hormonais em quem não terá benefício com elas.
Nos últimos anos, a reposição de testosterona passou a ser amplamente divulgada como solução para fadiga, ganho de peso, perda de massa muscular e baixa libido. Entretanto, as evidências científicas mostram que essa abordagem deve ser muito mais criteriosa.
Atualmente, as principais diretrizes internacionais consideram que a indicação com melhor respaldo científico é o tratamento do transtorno do desejo sexual hipoativo (TDSH) em mulheres na pós-menopausa, após avaliação clínica cuidadosa e exclusão de outras causas para a redução da libido.
Isso significa que a testosterona não deve ser utilizada como estratégia para rejuvenescimento, emagrecimento, melhora da disposição ou aumento da massa muscular em mulheres saudáveis, pois ainda não existem evidências consistentes que sustentem essas indicações. Quando prescrita, a reposição deve ser individualizada, realizada em doses fisiológicas e acompanhada por um médico experiente.
Nenhum hormônio funciona isoladamente. A testosterona faz parte de uma complexa rede que envolve alimentação, sono, atividade física, composição corporal, saúde metabólica, inflamação e resposta ao estresse. É por isso que, antes de pensar em suplementação ou reposição hormonal, vale a pena observar como estão os pilares que sustentam o funcionamento do organismo.
Alimentação. Uma alimentação rica em alimentos in natura fornece os nutrientes necessários para a produção hormonal. Entre os mais importantes estão proteínas de alta qualidade, zinco, magnésio, vitamina D, selênio, gorduras insaturadas e vitaminas do complexo B — presentes em frutos do mar, carnes magras, ovos, peixes como sardinha e salmão, sementes de abóbora, castanha-do-pará, nozes, azeite de oliva extravirgem, abacate, leguminosas e vegetais verdes escuros. Esses alimentos não “aumentam a testosterona” isoladamente; eles fornecem as condições para que o organismo produza hormônios de maneira eficiente.
Exercício físico. A prática regular, especialmente o treinamento de força, ajuda a preservar massa muscular, melhora a sensibilidade à insulina e favorece um ambiente hormonal mais saudável, além de reduzir inflamação.
Sono. Grande parte da regulação hormonal acontece durante o sono. Dormir menos do que o necessário aumenta o cortisol, prejudica a recuperação muscular e pode contribuir para fadiga, redução da libido e piora da disposição.
Estresse crônico. Situações prolongadas de estresse alteram a comunicação entre cérebro, glândulas suprarrenais e ovários. Embora o termo “fadiga adrenal” seja comum nas redes, não é uma condição reconhecida pelas sociedades médicas; o que sabemos é que o estresse crônico pode modificar a regulação hormonal.
Saúde metabólica. Resistência à insulina, obesidade visceral, sedentarismo e inflamação crônica de baixo grau afetam profundamente o equilíbrio hormonal. Cuidar da saúde metabólica cria um ambiente favorável ao funcionamento de todos os hormônios — inclusive da testosterona.
Envelhecer com saúde não depende de um único hormônio, e sim do funcionamento integrado do organismo. É exatamente por isso que a Medicina do Estilo de Vida ocupa um papel tão importante. Os seis pilares dessa abordagem incluem:
Esses hábitos não apenas favorecem o equilíbrio hormonal, como também ajudam a preservar massa muscular, saúde óssea, função cognitiva, metabolismo e qualidade de vida ao longo das décadas. Mais do que buscar “hormônios perfeitos”, o objetivo deve ser construir um organismo saudável, resiliente e preparado para envelhecer com autonomia.
A testosterona é um hormônio importante para a saúde da mulher, mas representa apenas uma peça de um sistema muito mais complexo. Quando sintomas como fadiga, perda de libido ou redução da massa muscular aparecem, o caminho não deve ser simplesmente procurar maneiras de aumentar a testosterona. O primeiro passo é compreender o contexto da sua saúde como um todo.
Na maioria das vezes, hábitos consistentes relacionados à alimentação, ao exercício físico, ao sono e ao manejo do estresse exercem um impacto muito maior sobre o bem-estar do que qualquer intervenção isolada. Mais do que tratar exames laboratoriais, o verdadeiro objetivo é promover saúde, vitalidade e qualidade de vida ao longo do envelhecimento.
Se você sente que seus hormônios já não funcionam como antes, mas não sabe por onde começar, saiba que existe um caminho que vai muito além de dietas restritivas, suplementos da moda ou soluções rápidas.
O Programa HEALTHSPAN foi desenvolvido para mulheres que desejam regular seus hormônios, recuperar a disposição, preservar a massa muscular e conquistar mais saúde e qualidade de vida durante o envelhecimento. Ao longo de 3 meses, você recebe acompanhamento médico diretamente comigo, acompanhamento nutricional individualizado, encontros regulares e orientação estruturada.
Porque envelhecer é inevitável. Envelhecer com saúde é uma escolha que pode começar hoje.
Falar comigo no WhatsAppMetabolismo ·
Você sente que está fazendo tudo certo — alimentando-se melhor, fazendo exercícios, tentando dormir bem — mas, mesmo assim, o peso parece não responder como você esperava? Se isso acontece com você, saiba que não significa necessariamente falta de disciplina.
O peso corporal é resultado de uma interação complexa entre alimentação, atividade física, sono, genética, composição corporal, metabolismo, medicamentos, saúde mental e diversos outros fatores. Nas mulheres, algumas condições específicas também podem influenciar esse processo e tornar a perda de peso mais desafiadora.
Isso não significa que essas condições “impeçam” o emagrecimento. Significa que, quando elas estão presentes, talvez seja necessário olhar além das calorias e compreender o que está acontecendo com o organismo. Entre as condições que merecem atenção estão a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), a endometriose e a perimenopausa.
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Quero receber os conteúdosA Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma das condições endocrinológicas mais comuns entre mulheres em idade reprodutiva. Embora seja frequentemente lembrada apenas por alterações menstruais, acne, aumento de pelos ou dificuldade para engravidar, a SOP também pode estar associada a alterações metabólicas importantes. Uma delas é a resistência à insulina.
A insulina é um hormônio fundamental para o metabolismo. Ela ajuda a transportar a glicose presente no sangue para dentro das células, onde será utilizada como fonte de energia. Quando os tecidos se tornam menos sensíveis à ação da insulina, o organismo pode compensar produzindo maiores quantidades desse hormônio.
A resistência à insulina não acontece em todas as mulheres com SOP, mas é mais frequente nesse grupo e pode estar associada a maior dificuldade de controle do peso e maior risco metabólico. Além disso, o excesso de gordura corporal pode aumentar a resistência à insulina, criando uma relação bidirecional.
Por isso, quando uma mulher com SOP deseja perder peso, não basta pensar apenas na balança. É importante avaliar também composição corporal, circunferência abdominal, alimentação, atividade física, massa muscular, sono, saúde metabólica e outros fatores de risco cardiometabólico.
A boa notícia é que mudanças no estilo de vida podem melhorar a saúde metabólica mesmo quando a perda de peso é pequena. O sucesso do tratamento da SOP não deve ser medido apenas pelo número que aparece na balança.
A endometriose é uma doença inflamatória crônica que pode provocar dor pélvica, alterações intestinais e urinárias, dor durante as relações sexuais, fadiga e importante impacto na qualidade de vida. É comum encontrar na internet o termo “barriga de endometriose” associado a aumento do abdômen, mas é importante diferenciar as coisas: a endometriose não é uma causa direta de aumento da gordura corporal.
O que pode acontecer é que os sintomas da doença alterem diversos fatores que participam da regulação do peso. A dor crônica pode dificultar a prática de atividade física; os sintomas intestinais podem provocar distensão abdominal; o sono pode ser prejudicado pela dor; e o próprio desconforto pode reduzir a disposição para se movimentar.
Além disso, a endometriose envolve um ambiente inflamatório complexo, e pesquisas recentes têm investigado possíveis relações entre a doença, metabolismo e resistência à insulina. Ainda não podemos afirmar que a endometriose, por si só, cause ganho de gordura ou resistência à insulina — essa é uma área que continua sendo estudada.
Por isso, quando uma mulher com endometriose relata dificuldade para emagrecer, a pergunta mais importante não é “o que você está comendo de errado?”, mas sim “o que está acontecendo com o seu organismo e com a sua rotina?”. Dor, sono, atividade física, alimentação, composição corporal, saúde intestinal, medicamentos e saúde metabólica precisam ser avaliados em conjunto.
Talvez você tenha chegado aos 40 e pensado: “Estou fazendo exatamente o que sempre fiz. Então por que meu corpo mudou?” Essa é uma queixa extremamente comum durante a transição para a menopausa, e existe uma explicação biológica para parte dessas mudanças.
Durante a perimenopausa, os níveis de estrogênio começam a apresentar oscilações importantes. Ao longo da transição, também ocorrem mudanças na composição corporal, na distribuição da gordura e na massa muscular. O processo não acontece simplesmente porque “o metabolismo fica lento”. Na realidade, vários fatores podem acontecer simultaneamente:
A perda de massa muscular merece atenção especial. O músculo é um dos principais tecidos responsáveis pela utilização de glicose e energia. Preservar massa muscular ao longo do envelhecimento é fundamental não apenas para a estética corporal, mas para a saúde metabólica, funcionalidade e longevidade.
É por isso que, na transição para a menopausa, simplesmente “comer menos” não deveria ser a única estratégia. A pergunta deixa de ser “como posso perder o máximo de peso possível?” e passa a ser “como posso construir um corpo metabolicamente saudável para as próximas décadas?”.
Quando falamos em emagrecimento, é fácil transformar o peso corporal no principal indicador de sucesso. Mas a saúde metabólica é muito maior do que isso. Ela envolve glicemia, pressão arterial, perfil lipídico, sensibilidade à insulina, composição corporal, massa muscular, gordura visceral, capacidade cardiorrespiratória, qualidade do sono, alimentação e saúde emocional.
Uma mulher pode perder alguns quilos e continuar metabolicamente doente. Da mesma forma, pode haver momentos em que a balança muda pouco enquanto a composição corporal, a força, a glicemia e a disposição melhoram significativamente. Por isso, quando falamos em emagrecimento saudável, precisamos olhar para o organismo como um todo.
Se existe uma mudança simples que eu gostaria que mais mulheres incorporassem à alimentação, seria aumentar a ingestão de fibras. Elas estão presentes principalmente em frutas, verduras, legumes, leguminosas, sementes e cereais integrais, e podem contribuir para maior saciedade, melhor funcionamento intestinal, modulação da resposta glicêmica após as refeições, alimentação das bactérias benéficas do intestino e saúde cardiovascular.
Algumas fibras também participam da circulação e eliminação de metabólitos dos hormônios, incluindo os estrogênios. Isso não significa que aumentar fibras irá “equilibrar seus hormônios” sozinho — significa que uma alimentação rica em fibras faz parte de um padrão associado a melhor saúde metabólica e intestinal. E existe uma maneira muito simples de começar.
Opção prática para o café da manhã ou lanche, reunindo diferentes fontes de fibras, proteínas e gorduras insaturadas. No Brasil, você não precisa depender de frutas importadas: acerola, pitanga, jabuticaba e ameixa podem fazer parte da rotina.
Não precisamos de alimentos milagrosos. Precisamos de padrões alimentares consistentes.
Se você está tentando emagrecer e sente que seu corpo não responde como antes, talvez esteja na hora de parar de procurar uma solução única. Em vez de perguntar “qual dieta vai me fazer emagrecer?”, experimente perguntar “o que meu corpo está tentando me dizer?”: como está seu sono, se você está preservando massa muscular, se sua alimentação fornece proteínas, fibras e micronutrientes suficientes, como está sua saúde metabólica, se você sente dor, se está vivendo a transição para a menopausa ou convive com SOP ou endometriose.
A resposta para o emagrecimento sustentável frequentemente começa muito antes da escolha da dieta. Ela começa pela compreensão do organismo.
Se você convive com SOP, endometriose, sintomas da perimenopausa ou simplesmente sente que seu metabolismo mudou, um acompanhamento individualizado pode ajudar a identificar os fatores que estão interferindo na sua saúde e construir estratégias que façam sentido para a sua realidade.
Foi pensando nisso que desenvolvi programas de acompanhamento em Medicina do Estilo de Vida, com duração de três meses e uma abordagem integrada. O objetivo vai muito além da perda de peso: trabalhamos alimentação, atividade física, sono, manejo do estresse e saúde metabólica, com acompanhamento médico e nutricional individualizado.
Porque o objetivo não é fazer você pesar menos. É ajudar você a construir um corpo mais forte, saudável e preparado para envelhecer com autonomia e vitalidade.
Falar comigo no WhatsAppO envelhecimento e a transição para a menopausa podem estar associados a mudanças na massa muscular, distribuição de gordura, sono, atividade física, apetite e sensibilidade à insulina. Esses fatores podem tornar o controle do peso mais desafiador, mas não significam que seja impossível emagrecer.
Não. Mulheres com SOP podem emagrecer, mas a resistência à insulina, alterações metabólicas e outros fatores associados à síndrome podem tornar o processo mais desafiador em algumas mulheres. O tratamento deve ser individualizado.
A endometriose não é considerada uma causa direta de aumento da gordura corporal. Entretanto, dor, alterações intestinais, sono ruim, redução da atividade física e outros fatores relacionados à doença podem influenciar indiretamente a composição corporal e a percepção de inchaço.
A transição menopausal está associada a mudanças na distribuição da gordura corporal e à perda progressiva de massa muscular. O ganho de peso não é inevitável, mas essa fase exige atenção maior à alimentação, ao treinamento de força, ao sono e à saúde metabólica.
Uma alimentação rica em fibras pode aumentar a saciedade, favorecer o funcionamento intestinal e contribuir para uma resposta glicêmica mais equilibrada. As fibras são parte importante de um padrão alimentar saudável, mas não funcionam isoladamente como estratégia de emagrecimento.
Não necessariamente. A qualidade, a quantidade e o contexto da alimentação são mais importantes do que simplesmente eliminar um grupo alimentar. Carboidratos ricos em fibras, como frutas, legumes, feijões, aveia e outros cereais integrais, podem fazer parte de uma alimentação voltada à saúde metabólica.
Seu corpo não é um problema que precisa ser combatido. Quando o emagrecimento parece difícil, talvez você não precise de mais restrição — talvez precise de mais compreensão. Emagrecer pode ser um objetivo, mas construir saúde é o verdadeiro propósito.
À sua saúde,
Dra. Samyra Coutrim
Menopausa ·
Você dorme, mas acorda cansada. Passa o dia sentindo que está funcionando no modo automático. Sua concentração já não é a mesma, a disposição diminuiu e tarefas que antes pareciam simples agora exigem muito mais esforço.
E talvez você esteja se perguntando: “Será que isso é a idade? Será que é estresse? Será que é a menopausa?” A resposta pode ser sim — mas não necessariamente.
O cansaço é uma das queixas mais frequentes durante a transição para a menopausa. Estudos recentes mostram uma frequência muito alta de fadiga e exaustão entre mulheres nessa fase da vida. Mas existe um detalhe importante: nem todo cansaço depois dos 40 é causado pela menopausa.
Sono inadequado, anemia, alterações da tireoide, depressão e ansiedade, sedentarismo, perda de massa muscular, alimentação inadequada, alguns medicamentos e outras condições de saúde também podem provocar fadiga.
Por isso, quando uma mulher chega ao consultório dizendo “estou cansada o tempo inteiro”, minha primeira pergunta não é simplesmente sobre seus hormônios. É: “O que está acontecendo com você como um todo?”
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Quero receber os conteúdosA perimenopausa é uma fase de transição. Os ovários passam por mudanças progressivas em sua atividade e os níveis de estrogênio e progesterona deixam de seguir o padrão relativamente previsível dos anos anteriores. Essa oscilação hormonal pode estar associada a uma série de sintomas — e muitos deles podem afetar diretamente sua energia.
Talvez você não tenha percebido uma mudança importante na quantidade de horas que dorme, mas a qualidade do sono pode ter mudado. Ondas de calor e suores noturnos podem provocar despertares frequentes. Além disso, alterações hormonais podem estar associadas a dificuldade para adormecer, acordar durante a madrugada ou despertar mais cedo do que gostaria.
E existe uma consequência óbvia: uma noite ruim não termina quando você acorda. Ela acompanha você durante o dia seguinte. Quando isso acontece repetidamente, a sensação de exaustão pode se tornar constante.
Os sintomas vasomotores, como ondas de calor e suores noturnos, estão entre os mais conhecidos da transição menopausal. Mas eles não são apenas um incômodo passageiro. Quando acontecem repetidamente, especialmente durante a noite, podem fragmentar o sono e contribuir para fadiga durante o dia. E mesmo quando você não acorda completamente, pequenos despertares podem prejudicar a continuidade e a qualidade do descanso.
Por isso, uma mulher que diz “eu durmo oito horas, mas acordo como se não tivesse dormido” merece uma investigação mais cuidadosa sobre a qualidade do sono.
A transição menopausal acontece em uma fase da vida que, para muitas mulheres, já é marcada por uma grande quantidade de responsabilidades: trabalho, filhos, relacionamentos, cuidados com pais idosos, demandas financeiras, pressão profissional e, muitas vezes, a sensação de precisar dar conta de tudo.
Ao mesmo tempo, as mudanças hormonais da perimenopausa podem coincidir com alterações de humor, ansiedade e sintomas depressivos. Isso cria um ciclo difícil: sono ruim leva a mais cansaço, que piora o humor, que reduz a disposição, que dificulta o autocuidado, que piora ainda mais o sono. Por isso, saúde mental não pode ser tratada como um detalhe quando investigamos fadiga.
Essa é uma causa particularmente importante em mulheres na transição menopausal. Durante a perimenopausa, os ciclos menstruais podem ficar irregulares e, em algumas mulheres, o sangramento pode se tornar mais intenso ou prolongado. Sangramentos importantes podem levar à deficiência de ferro e à anemia, que podem se manifestar com cansaço, fraqueza, falta de disposição, dificuldade de concentração, tontura, falta de ar aos esforços e palpitações.
Uma análise recente da The Menopause Society chamou atenção justamente para essa relação: alterações de sangramento durante a transição menopausal podem estar associadas a maior risco de fadiga importante. Por isso, se você percebeu que seus ciclos ficaram muito mais intensos e, ao mesmo tempo, sua energia despencou, vale conversar com seu médico. Não é preciso simplesmente aceitar isso como “coisa da menopausa”.
Essa é uma das partes mais importantes desta conversa. Depois dos 40, é comum que uma mulher atribua qualquer mudança ao envelhecimento ou aos hormônios. Mas existem outras causas que precisam ser consideradas.
Tireoide. O hipotireoidismo pode provocar sintomas muito parecidos com os que aparecem durante a transição menopausal. Cansaço, dificuldade de concentração, alterações de humor e sensação de lentidão podem aparecer tanto no hipotireoidismo quanto na menopausa. Dependendo da história clínica, exames como TSH e T4 livre podem fazer parte da investigação. O ponto não é pedir todos os exames possíveis — é solicitar os exames certos quando existe indicação clínica.
Deficiência de ferro e anemia. Mulheres que apresentam sangramento menstrual intenso podem ter maior risco de deficiência de ferro. Mas anemia e deficiência de ferro não acontecem apenas por causa da menstruação: alimentação inadequada, alterações gastrointestinais e outras condições também podem estar envolvidas. Diante de uma fadiga persistente, a avaliação pode incluir hemograma e, dependendo do caso, investigação do metabolismo do ferro.
Deficiência de vitamina B12 e outros nutrientes. Uma alimentação pouco variada pode favorecer deficiências nutricionais. A vitamina B12, por exemplo, é importante para a formação das células sanguíneas e para o funcionamento do sistema nervoso. Mas aqui existe uma armadilha comum: nem todo cansaço significa que você precisa tomar vitaminas. Suplementar sem identificar uma deficiência não substitui uma investigação adequada.
Estresse crônico e sobrecarga. Existe uma diferença entre estar cansada depois de uma semana difícil e viver em um estado constante de sobrecarga. Quando o estresse se torna crônico, ele pode afetar o sono, o humor, o apetite, a recuperação física e a concentração. E algo que vejo com frequência: a mulher está exausta, mas continua tentando resolver a exaustão fazendo mais — mais exercício, mais trabalho, mais restrição alimentar, mais cobrança. Às vezes, o que o organismo precisa não é de mais uma tarefa. É de recuperação.
Antes de procurar uma solução hormonal, faça uma pergunta simples: como está o seu sono? Não apenas quantas horas você passa na cama, mas: você demora muito para adormecer? Acorda várias vezes durante a noite? Acorda muito cedo? Ronca? Tem sono durante o dia? Acorda com dor de cabeça? Sente que nunca descansa de verdade?
Distúrbios do sono podem ser uma das peças mais importantes para entender a fadiga. Algumas mulheres também podem apresentar maior risco de condições como apneia obstrutiva do sono, especialmente quando existem outros fatores de risco. Dormir não é simplesmente “parar”. É um processo ativo de recuperação.
Existe outro componente frequentemente esquecido quando falamos sobre energia depois dos 40: a massa muscular. Ao longo do envelhecimento, ocorre uma tendência natural à perda de massa e força muscular, especialmente quando não há estímulo adequado por meio de exercícios de resistência.
Essa perda não significa apenas mudança estética. Músculos são fundamentais para mobilidade, força, independência e saúde metabólica. Por isso, o treinamento de força deveria fazer parte da estratégia de envelhecimento saudável da mulher — não para transformar o corpo em um determinado padrão, mas para ajudá-la a permanecer forte, funcional e independente.
Uma alimentação adequada não funciona como uma “injeção de energia”. Mas ela fornece os nutrientes necessários para que o organismo produza energia, mantenha massa muscular e desempenhe suas funções. Uma alimentação baseada predominantemente em alimentos in natura ou minimamente processados pode incluir proteínas adequadas, frutas, verduras e legumes, feijões e outras leguminosas, cereais integrais, castanhas e sementes, azeite de oliva, peixes e água em quantidade adequada.
Além da qualidade, a distribuição das refeições e a quantidade de proteínas, fibras e micronutrientes precisam ser individualizadas. A pergunta não deveria ser “qual alimento dá mais energia?”, mas “minha alimentação está sustentando adequadamente as necessidades do meu organismo?”.
Álcool também pode estar atrapalhando. Muitas mulheres não percebem que o álcool pode afetar a qualidade do sono. Você pode até adormecer mais rapidamente depois de beber, mas isso não significa que o sono será melhor. Além disso, o consumo de álcool pode piorar ondas de calor em algumas mulheres.
Nem todo cansaço é sinal de doença. É normal sentir-se cansada depois de um período de trabalho intenso, noites mal dormidas ou esforço físico. A preocupação aumenta quando a fadiga persiste por semanas, não melhora mesmo com descanso, interfere no trabalho ou na vida pessoal, vem acompanhada de falta de ar, palpitações, sangramento menstrual intenso, perda ou ganho de peso inexplicável, alterações importantes de humor, fraqueza significativa, ou representa uma mudança importante em relação ao seu padrão habitual. Nessas situações, vale procurar avaliação médica.
Não existe um “painel do cansaço” que sirva para todas as mulheres. A investigação deve partir da história clínica, do exame físico e dos sintomas associados. Dependendo do caso, podem ser considerados o hemograma (que pode ajudar a identificar anemia), ferritina e avaliação do metabolismo do ferro, TSH e T4 livre (para a função tireoidiana quando há indicação) e vitamina B12 em situações específicas. Outros exames podem ser necessários dependendo da história individual.
Em mulheres com mais de 45 anos, a avaliação da transição menopausal é geralmente clínica, baseada em sintomas e alterações menstruais, e não depende obrigatoriamente de dosagens hormonais. Ou seja: um exame hormonal isolado não explica necessariamente por que você está cansada.
Antes de pensar em uma lista interminável de suplementos, comece pelo básico — e não subestime o básico.
A transição menopausal pode, sim, contribuir para o cansaço. Mas reduzir toda fadiga aos hormônios pode fazer com que outras causas importantes passem despercebidas. Da mesma forma, acreditar que a única solução é tomar vitaminas ou “regular os hormônios” simplifica demais uma questão que é muito mais complexa.
Seu corpo funciona como um sistema integrado. Sono, alimentação, atividade física, massa muscular, saúde metabólica, saúde emocional, hormônios e condições clínicas conversam o tempo todo. É por isso que o caminho mais inteligente não é procurar uma única explicação. É investigar o contexto.
A transição menopausal não precisa ser encarada apenas como uma fase de sintomas que precisamos suportar. Ela também pode ser um momento de rever hábitos, preservar massa muscular, cuidar da saúde metabólica, melhorar o sono e construir uma base mais sólida para as próximas décadas.
Foi pensando nisso que criei o Programa AQUECIMENTO: um acompanhamento integrativo de três meses para mulheres 40+ que querem se preparar para a menopausa — ou que já estão percebendo as primeiras mudanças da perimenopausa — com mais saúde, vitalidade e consciência sobre o próprio corpo.
Durante o programa, você conta com acompanhamento médico diretamente comigo, acompanhamento nutricional e suporte para a prática de exercícios físicos e para mudanças sustentáveis no estilo de vida.
Se você sente que seu corpo mudou e não sabe por onde começar, conheça o AQUECIMENTO.
Falar comigo no WhatsAppPode ser. A fadiga é comum durante a transição menopausal e pode estar relacionada a alterações do sono, ondas de calor, alterações de humor e outros sintomas. Porém, outras condições também podem causar cansaço e precisam ser consideradas.
Não existe um exame isolado que determine que o cansaço é “hormonal”. A avaliação deve considerar idade, ciclo menstrual, sintomas, sono, saúde mental, medicamentos, alimentação e possíveis condições clínicas.
Sim. O hipotireoidismo pode causar fadiga, dificuldade de concentração e alterações de humor, sintomas que podem se sobrepor aos da menopausa. Por isso, dependendo do quadro, a função tireoidiana pode precisar ser investigada.
Sim. Sangramentos menstruais intensos ou prolongados podem contribuir para deficiência de ferro e anemia, que podem provocar fadiga e fraqueza. Alterações de sangramento são relativamente comuns durante a transição menopausal.
Nem sempre. Em mulheres com mais de 45 anos, a perimenopausa costuma ser identificada clinicamente, considerando sintomas e alterações menstruais. Dosagens hormonais não são obrigatórias na maioria dos casos.
Comece pelos pilares fundamentais: sono adequado, alimentação nutritiva, atividade física regular, treinamento de força, manejo do estresse, redução do consumo de álcool e acompanhamento médico quando houver sintomas persistentes.
Não normalize o cansaço que mudou sua vida. Seu corpo não está necessariamente “falhando”. Ele pode estar pedindo que você pare, observe e investigue. E, muitas vezes, entender o que está acontecendo é o primeiro passo para recuperar não apenas a energia, mas a qualidade de vida.
À sua saúde,
Dra. Samyra Coutrim
Metabolismo ·
Você continua comendo praticamente como sempre. Talvez até esteja fazendo mais esforço para se exercitar. Mas, depois dos 40, percebeu que o corpo mudou. A barriga parece aumentar com mais facilidade, a roupa veste diferente e aquela estratégia que funcionava aos 30 já não produz o mesmo resultado.
Então surge a pergunta: a menopausa engorda? A resposta curta é: a menopausa não causa automaticamente ganho de peso, mas a transição menopausal pode tornar mais difícil manter a composição corporal e o metabolismo que você tinha antes.
E isso acontece por uma combinação de fatores — hormonais, metabólicos, comportamentais e relacionados ao envelhecimento. A boa notícia é que entender essas mudanças permite fazer algo muito mais inteligente do que simplesmente comer menos: trabalhar a favor da sua fisiologia.
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Quero receber os conteúdosPrimeiro, precisamos separar duas coisas que muitas vezes são colocadas no mesmo pacote: ganhar peso e mudar a composição corporal. Durante a transição menopausal, muitas mulheres passam por mudanças na quantidade e na distribuição de gordura corporal, enquanto a massa muscular tende a diminuir com o envelhecimento.
Isso significa que uma mulher pode não apresentar uma grande mudança na balança e, ainda assim, perceber que seu corpo está diferente. A gordura tende a se concentrar mais na região abdominal, enquanto a massa muscular pode diminuir. E isso importa muito mais para a saúde do que simplesmente o número mostrado pela balança.
Durante os anos reprodutivos, o estrogênio participa de diversas funções metabólicas. Na transição menopausal, sua produção ovariana começa a mudar e, após a menopausa, os níveis circulantes de estradiol permanecem mais baixos. Essa mudança hormonal está associada a alterações na distribuição da gordura corporal.
Uma das mudanças mais características é uma maior tendência ao acúmulo de gordura visceral, aquela localizada ao redor dos órgãos internos. Isso é diferente da gordura subcutânea, que fica logo abaixo da pele. A gordura visceral é metabolicamente mais ativa e está associada a maior risco cardiometabólico. Por isso, quando uma mulher percebe que “a barriga apareceu depois dos 40”, não devemos olhar apenas para a estética: existe uma questão de saúde por trás dessa mudança.
Aqui está uma das peças mais importantes dessa história. Músculo não é apenas estética: ele participa da movimentação do corpo, da força, da independência funcional e da regulação metabólica. Com o envelhecimento, existe uma tendência natural à perda de massa muscular, processo conhecido como sarcopenia.
A transição menopausal pode contribuir para essa mudança, especialmente quando se combina com sedentarismo, ingestão inadequada de proteínas e ausência de treinamento de força. E existe uma consequência importante: quanto menos massa muscular você preserva, menor tende a ser o gasto energético relacionado à massa corporal ativa. Isso não significa que “seu metabolismo parou”. Significa que o organismo que você tinha aos 30 não é exatamente o mesmo que você tem aos 45 ou 50 — e a estratégia precisa acompanhar essa mudança.
“Depois dos 40 meu metabolismo ficou lento” é uma ideia muito comum. Existe alguma verdade por trás da percepção, mas a explicação é mais complexa. O gasto energético é influenciado por vários fatores, incluindo quantidade de massa muscular, nível de atividade física, movimento espontâneo ao longo do dia, alimentação, sono, idade, composição corporal, condições de saúde e medicamentos.
Portanto, não é correto colocar toda a responsabilidade sobre os hormônios. O que acontece é uma combinação de mudanças — e algumas delas podem ser modificadas.
Ondas de calor, suores noturnos, ansiedade e alterações do sono são comuns durante a transição menopausal. E dormir mal não afeta apenas sua disposição no dia seguinte: a privação de sono pode alterar mecanismos relacionados à fome, saciedade, comportamento alimentar e metabolismo.
Quando estamos cansados, também é mais difícil manter hábitos que exigem planejamento e energia. É mais difícil cozinhar, se exercitar e resistir ao impulso de buscar alimentos altamente palatáveis. Por isso, sono também é uma ferramenta de saúde metabólica.
Depois dos 40, muitas mulheres estão vivendo uma fase de enorme demanda: trabalho, filhos, casa, relacionamentos, cuidar dos pais, responsabilidades financeiras e, frequentemente, pouco tempo para si mesmas. O estresse crônico não é uma explicação mágica para todo ganho de peso, mas pode afetar sono, apetite, escolhas alimentares, atividade física e saúde metabólica. Falar de peso sem falar de estresse e recuperação é olhar apenas para uma parte da história.
A resistência à insulina é uma condição em que as células respondem menos adequadamente à ação da insulina. Como consequência, o organismo pode precisar produzir mais insulina para manter a glicose no sangue dentro de uma faixa adequada. A menopausa não significa que toda mulher desenvolverá resistência à insulina, mas o envelhecimento, as mudanças na composição corporal, o aumento da gordura visceral e a redução da atividade física podem contribuir para alterações na saúde metabólica.
É por isso que, depois dos 40, vale olhar além da balança. Como estão sua glicemia, sua pressão arterial, seus triglicerídeos, sua circunferência abdominal, sua massa muscular e seu nível de atividade física? Essas informações dizem muito mais sobre saúde metabólica do que o peso isoladamente.
“Dra., eu nunca tive barriga. Agora parece que tudo se acumulou aqui.” Isso não é apenas impressão. Durante a transição menopausal, a redução do estrogênio está associada a uma mudança na distribuição da gordura corporal, com maior tendência ao acúmulo abdominal e visceral. E essa mudança pode acontecer mesmo quando o peso total não aumenta muito. Por isso, uma mulher pode pensar “eu não engordei tanto, mas meu corpo mudou completamente” — e ela pode estar certa.
Quando percebem que estão ganhando peso, muitas mulheres entram em um ciclo: engorda, corta calorias, emagrece, recupera o peso, corta ainda mais, perde músculo, tenta novamente. O problema é que estratégias muito restritivas podem dificultar a preservação de massa muscular e tornar a alimentação insustentável no longo prazo.
O objetivo não deveria ser simplesmente fazer a balança descer. Deveria ser reduzir gordura corporal quando necessário, preservando músculo e saúde metabólica. Essa é uma diferença enorme.
Não existe uma dieta específica para a menopausa que funcione para todas as mulheres. Mas existem alguns princípios que se tornam especialmente importantes nessa fase.
1. Proteína adequada. A proteína fornece aminoácidos necessários para manutenção e construção de tecidos, incluindo o músculo. A quantidade ideal depende de fatores individuais. Em vez de simplesmente “comer muita proteína”, o objetivo é garantir uma ingestão adequada e distribuída ao longo do dia. Boas fontes incluem ovos, peixes, frango, carnes magras, iogurte natural, leite e derivados, tofu e outros derivados da soja, feijões, lentilhas e grão-de-bico.
2. Treinamento de força. Se existe uma estratégia que eu gostaria que mais mulheres começassem a priorizar depois dos 40, é esta. Musculação, exercícios resistidos e outras formas de treinamento de força ajudam a preservar e desenvolver massa muscular e força — com implicações que vão muito além da estética. Você não precisa treinar para “ficar musculosa”. Você precisa treinar para continuar forte.
3. Fibras: pequenas, mas poderosas. As fibras são importantes para a saúde intestinal, saciedade, controle glicêmico e qualidade geral da alimentação. Você as encontra em feijão, lentilha, grão-de-bico, aveia, frutas, verduras, legumes, chia, linhaça, sementes, castanhas e cereais integrais. Uma dica simples: aumente gradualmente a variedade de plantas no seu prato.
4. Priorize alimentos de verdade. Pense em uma base composta predominantemente por vegetais, frutas, leguminosas, proteínas adequadas, cereais integrais, sementes e castanhas e gorduras insaturadas. Azeite de oliva, abacate, castanhas e sementes são exemplos de gorduras predominantemente insaturadas. E, sim, existe espaço para alimentos prazerosos. Saúde não significa perfeição — significa consistência.
5. Não negligencie o sono. Se você está tentando perder peso enquanto dorme mal todas as noites, talvez esteja tentando resolver apenas metade do problema. Investigue o que está prejudicando seu sono: ondas de calor, ansiedade, álcool, uso excessivo de telas, horários irregulares, ronco ou despertares frequentes.
6. Encontre uma forma sustentável de se movimentar. O exercício não precisa acontecer apenas na academia. Caminhar, subir escadas, pedalar, dançar e permanecer ativa durante o dia também contam. Mas, para preservar massa muscular, o treinamento de força merece um lugar específico na rotina.
7. Cuide da saúde metabólica — não apenas do peso. Em vez de “quanto eu peso?”, pergunte “como está minha saúde metabólica?”. Dependendo da sua história, seu médico pode avaliar pressão arterial, glicemia, hemoglobina glicada, perfil lipídico, circunferência abdominal, composição corporal e função hepática. Não existe um único exame capaz de definir sua saúde metabólica — ela é um conjunto de informações.
A terapia hormonal da menopausa não deve ser prescrita como tratamento para emagrecimento. Ela pode ser indicada para determinadas mulheres, principalmente para tratamento de sintomas da menopausa e, em situações específicas, para outros benefícios relacionados à saúde, considerando idade, tempo desde a menopausa, sintomas, riscos e contraindicações.
Alguns estudos sugerem que a terapia hormonal pode influenciar favoravelmente a distribuição de gordura e alguns parâmetros metabólicos, mas isso não significa que ela seja uma “terapia para emagrecer”. A decisão deve ser individualizada e discutida com um profissional habilitado. Hormônio não substitui alimentação, exercício, sono e cuidado metabólico.
Não existe uma única dieta obrigatória. Mas alguns padrões alimentares apresentam evidências consistentes para saúde cardiovascular e metabólica. Um exemplo é o padrão alimentar mediterrâneo, caracterizado por alta presença de vegetais, frutas, leguminosas, cereais integrais, azeite, castanhas, sementes e peixes, com menor participação de alimentos ultraprocessados e carnes processadas.
Mais importante do que seguir uma dieta da moda é construir uma alimentação que seja nutricionalmente adequada, preserve massa muscular, favoreça saciedade, seja compatível com sua rotina, respeite sua cultura alimentar e possa ser mantida por anos. A melhor dieta é aquela que você consegue sustentar.
É justamente aqui que entra a Medicina do Estilo de Vida. Quando falamos sobre peso, não deveríamos pensar apenas em alimentação — precisamos olhar para o conjunto.
Talvez você não precise voltar ao corpo que tinha aos 30. Talvez a pergunta mais interessante seja: que corpo e que saúde eu quero construir para os próximos 30 anos? Depois dos 40, cuidar do peso deixa de ser apenas uma questão estética. É sobre preservar músculo, proteger o coração, cuidar da glicemia, manter autonomia, dormir melhor, ter energia, reduzir o risco de doenças crônicas e construir uma longevidade com qualidade. Seu corpo está mudando — sua estratégia também precisa mudar.
Se você está percebendo mudanças no peso, na composição corporal, no sono, na energia ou no metabolismo, talvez este seja um bom momento para olhar para sua saúde de uma maneira mais ampla.
No Programa AQUECIMENTO, acompanho mulheres 40+ durante três meses em uma jornada de preparação para a menopausa e cuidado com a saúde na transição menopausal. O acompanhamento combina medicina do estilo de vida, orientação nutricional, exercício físico e mudanças sustentáveis de hábitos, com acompanhamento direto comigo e suporte de uma nutricionista.
Porque a proposta não é simplesmente fazer você perder peso. É ajudá-la a construir uma base de saúde para envelhecer com força, vitalidade e autonomia.
Falar comigo no WhatsAppA menopausa não causa ganho de peso inevitavelmente. Porém, a transição menopausal e o envelhecimento estão associados a mudanças na composição corporal, distribuição da gordura, massa muscular, sono e atividade física, que podem favorecer o ganho de gordura e dificultar a manutenção do peso.
Alterações hormonais, especialmente a redução do estrogênio, estão associadas a uma mudança na distribuição da gordura corporal, com maior tendência ao acúmulo abdominal e visceral. Envelhecimento, redução da massa muscular, alimentação, sono e atividade física também participam desse processo.
Para algumas mulheres, sim. Isso não significa que o metabolismo “parou”, mas que fatores como perda de massa muscular, alterações na atividade física, sono, estresse, composição corporal e mudanças hormonais podem tornar a manutenção ou perda de gordura mais desafiadora.
O treinamento de força é especialmente importante nessa fase porque ajuda a preservar e desenvolver massa muscular. Isso favorece força, funcionalidade e saúde metabólica e pode fazer parte de uma estratégia de controle da composição corporal.
Não. A terapia hormonal da menopausa não deve ser utilizada como tratamento para emagrecimento. Ela pode ser indicada para sintomas e situações específicas, após avaliação individual dos benefícios, riscos e contraindicações.
Não existe uma única dieta ideal para todas as mulheres. Padrões alimentares baseados em alimentos minimamente processados, vegetais, frutas, leguminosas, cereais integrais, proteínas adequadas, castanhas, sementes e gorduras insaturadas podem favorecer a saúde metabólica. A estratégia deve ser individualizada.
Depois dos 40, talvez você não precise comer menos. Precise cuidar melhor do que sustenta o seu metabolismo.
À sua saúde,
Dra. Samyra Coutrim
Conteúdos exclusivos sobre saúde feminina, hábitos e longevidade

Dra. Samyra Coutrim
Ginecologista CRM 25060 | RQE 14431
Medicina do Estilo de Vida e Longevidade Saudável
Condomínio Centro Odonto Medico Itamaraty – Av. Anita Garibaldi, 1133 – 2º andar, Sala 208 – Ondina, Salvador – BA, 40210-750, Brasil